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Reticências da Vida

Malas prontas.

Os dois ficaram em silêncio.

Durante muitos anos passaram tempo discutindo quem estava certo e errado. Hoje, isso já não importava, não fazia mais diferença.

Malas prontas.

– Você sempre quer tá certo.
– Não, não estou dizendo isso.
– Mas quer.
– Não, não há mais diferença.
– Tem alguma coisa que eu possa fazer pra você ficar?
– Não.
– Então me responde.
– O quê?
– Dói menos quando a gente decide ir embora?

Outro silêncio. Isso acontece sempre quando já não tem mais nada pra dizer.

– As coisas não foram feitas para darem certo.
– Como assim?
– Nós que temos ambição de tentar controlar o destino para atender nossos próprios desejos. Não deixamos que os fatos sejam fatos naturalmente. Inventamos até amores perfeitos, construídos da imagem e semelhança do que sonhamos. Sempre forjamos algo.
– Que tal forjar uma última vez?
– Não adianta.
– Por quê?
– Porque depois de um tempo a ilusão não é mais capaz de arrumar a bagunça. Muito menos apagar as memórias que usamos para justificar nossa incapacidade de amar.
– Quer dizer que você não me ama mais.
-Amo.
– E por que tá indo?
– Porque hoje a mágoa é maior do que o amor.
– Mas o amor nunca acaba.
– Amores sempre acabam.
– Posso te abraçar?
– Pode.

Houve abraço. Houve lágrimas. Houve palavras engolidas. Houve silêncio.

– Fica…
– Não posso. Pare de chorar.
– Por que não? Claro que pode.
– Iríamos nos machucar mais​ ainda, e eu não quero.
– Eu sou mais forte do que você imagina…

Houve uma buzina

– Tenho que ir.

Após o silêncio, houve barulho. Não do carro saíndo, mas da vida seguindo.

Amor mansinho.


Ei amigo, vem cá, deixa eu te falar um pouco sobre ela. Não ligue esse jeito dela de quem dá conta de tudo, de quem​ não precisa de ninguém, mesmo que realmente não precise. É verdade que ela dá conta de muitas coisas, mas gosta de um carinho, aqueles que tira o peso da alma.

Ela parece uma pessoa durona, mas é apenas uma formação de defesa de pessoas que optaram por “esconder os sentimentos” depois de um passado meio turbulento, sabe? Desde então ela vem sido muito dura consigo mesma usando aquele velho mantra que já prepara o coração para o que vem. Mas saiba que com jeitinho e sinceridade o seu cuidado irá amolecer um pouco esse coração tão bem guardado.

Vá lá, mas devagarinho, com paciência, sem pressa. Mexe nos cabelos dela, ela adora. Beija o olhinho esquerdo dela com amor, diz que escolheu o esquerdo porque é o lado do coração. Demonstra que gosta de dar carinho, que é gostoso deitar agarradinhos​ sentindo juntos suas respirações e corações, que não irá se levantar porque não há um lugar melhor para ficar.

Fala para ela sobre o seu dia, que sentiu saudades durante esse tempo que ficaram longe. Não esquece de perguntar como foi o dia dela, preste atenção em cada detalhe em silêncio, mas cheio de presença e com um sorriso lindo no rosto. Quando ela estiver cansada, ofereça algo para relaxar, um seriado ou um filme muitas vezes cai bem. Se ela quiser desopilar, ofereça para tomar um chopp no barzinho.

Quando ela estiver irritada, diga para ela respirar um pouco, afinal ela às vezes exagera. Traz ela de volta pra realidade, porque às vezes viaja mesmo. Quando ela tiver naqueles dias, ofereça aquele doce preferido dela, observe os pulos de felicidade, diz que adora quando ela fica assim. Dê um sorrisão, a mão, o seu ombro, abrigo, abraço e beijos… Por sinal, quando for beijá-la, observe os sinais do corpo pedindo mais.

Cuide dela, porque mesmo que não pareça, tem hora que ela precisa apenas de um gesto que demonstre que tá com ela. Porque ela gosta desse amor que vem de mansinho aquecendo por dentro e reacendendo o coração

Madrugada de verão (+18)

Todos estavam na casa de praia; talvez fora o fato de ter caído a tal chuva prometida pela previsão. Enquanto Isso eu tava na areia da praia segurando uma garrafa de cerveja que mal sabia pronunciar a marca.

Vou para a orla, olho de longe a casa e lembro que aquela hora todos decidiram voltar para os quartos; decidi voltar para a areia, me questionei se ficaria sozinho feito um doido com a garrafa quase vazia na mão, ao que respondi dando o último gole na garrafa e sentando na areia. Era 02:10 e nenhum sono ainda. Decidi parti rumo ao outro lado da praia sem um destino certo para ficar. Essa praia era bem deserta. Mesmo com suas casas magníficas, naquela época tinha ninguém.

Tava difícil caminhar pela orla, tudo escuro, sorte que tinha o celular para iluminar o caminho. Depois de uns minutos vi uma casa iluminada com um grupo de pessoas bêbadas, com a tensão sexual explodindo: perfeito, é aqui que vou ficar. Parei na areia relativamente próximo ao local, tirei os chinelos e sentei em cima deles.

Não havia dado dez minutos e duas garotas sentaram-se próximas – e eram lindas demais. Pensei “o ‘não’ é garantido, que vinher é lucro, principalmente para um bêbado”. Aproximei-me dando boa noite com sorriso estampado, sendo correspondido identicamente. “Você é a…”, apontei para uma, que completou: “… Lorenna”; apontei para a outra, que foi imediata: “Amanda”; me apresentei também. Lorenna, no entanto, me hipnotizou… Era estonteante: morena bronzeada de a boca extremamente bem desenhada, o nariz afinado e duas pequenas covinhas apareciam quando sorria – e isso basta; o corpo era proporcional, coxas relativamente grossas, nem fitness e nem relaxada, mas os seios ganhavam destaque, um lindo bronze aparecendo, meus olhos quase saltavam graças ao decote da blusa que usava.

Elas me ofereceram cerveja, houve conversas, intensas trocas de olhares; Amanda percebeu o clima que surgiu ali e voltou para a casa, já que era inegável a empolgação com que falávamos, desde Jack Johnson até os projetos futuros – não negaria um ménage, mas estava bem confortável somente com Lorenna – e a garrafa. Nesse papo descobrimos também que na adolescência estudávamos na mesma escola e aquilo rendeu altas risadas e olhares.

Trocamos carinhos de modo recíproco, toques sutis, apenas para causar sensações na pele intensificar a respiração; toquei-a no rosto, aproximando-a de mim, e a beijei. Depois de alguns minutos, começamos a andar pela praia. E então fomos para uma área mais reservada, já não havia mais aquelas luzes e gritos, havia apenas a Lua.

Sentados lado a lado, eu a beijava e com minha mão direita alternava um carinho suave com leves puxões no cabelo, onde respondido com leves gemidos. Enquanto isso minha mão esquerda subia, por dentro da saia, pela parte interna da coxa, sem qualquer interrupção; a mão esquerda dela arranhava sem pudor minhas costas, dóia bastante, embora o prazer era maior. Já a mão direita dela começou a passar pelo meu peitoral, passando pela barriga e cada vez mais para baixo. Ela afastou minha bermuda e meu pau já saía aos poucos. Ele já estava pulsando e bastante molhado. Da mesma forma que ela, eu avançava o sinal, porém por fora do biquíni. Já tava sentindo bastante molhada, e comecei a passar o dedo do meio entre os lábios, apenas a pontinha. Isso foi o suficiente para ela enlouquecer e descer a mão de vez… Quanto mais eu a provocava, mais ela me tocava por dentro da sunga, tava muito gostoso ao ponto de me fazer perder o ritmo. Logo, apenas movi a calcinha do biquíni para o lado e continuei os toques, agora diretamente na pele. Deitei ela na areia, agora com a mão direita puxando para baixo uma das alças da blusa e do sutiã do biquíni, revelando assim o seio direito, o qual logo beijei, chupei o mamilo para dentro da minha boca e fiquei rodeando com a língua, senti eles endurecendo, enquanto isso o outro dedo ainda lá embaixo. Depois de um tempinho, olhei para a garrafa de cerveja. Parei, peguei a garrafa e desci em direção ao meio de suas pernas; ela se assustou um pouco, ficou perguntado que faria, eu disse nada. Puxei seu biquíni até o meio das coxas, levantei um pouco a saia deixei que a cerveja cair numa linha contínua. Quando entrou em contato com a pele e escorreu, misturando-se a sua lubrificação, comecei a chupar com mais gosto ainda. Ela gemia e me apertava contra si mesma; meus lábios e língua descobriram um clitóris extremamente sensível; sem sair dali jogava mais cerveja, molhando-me toda a cara e dando sequência aos movimentos com a língua. Não demorou para ela apertar a minha cabeça com as coxas e senti na boca que havia gozado. E que sabor!

Assim que acabou, ela ainda louca  perguntou se eu tinha camisinha. Que droga… não imaginava nunca. Então disse que não. Mas ela não desanimou e pediu que eu sentasse sobre ela. Tirou a outra alça do vestido deixando os seios completamente nus, lindos! Tirou meu pau para fora, colocou-o entre os peitos e o apertou com eles. Para ajudar, eu fazia o movimento, quando menos esperava, senti os lábios ao ponto de uma boa chupada. Na intensidade das coisas eu avisei que gozaria logo. Ela, então, usou a mão para me masturbar, deixando que eu gozasse livremente tudo o que estava acumulado nos seios dela.

Deitamos lado a lado, por um tempo, depois voltamos. Quando deixei ela na casa, todos já estavam dormindo bêbados. Me despedi dela, voltei andando pela areia, olhei o sol nascendo, parei por uns segundos, olhei para meu dedo e lembrei de uma famosa frase de que Vinícius de Moraes dissera “Enquanto eu tiver língua e dedo / Mulher nenhuma me põe medo”.

Mulheres e sua fase dos 30.

Durante essa semana, eu estava conversando com algumas amigas e tocamos no assunto de idade e relacionamentos. Então comecei a falar sobre um tipo de mulher que vem me chamando atenção nos últimos meses: as mulheres que estão por volta dos 30 anos (um pouco mais ou um pouco menos).

A grosso modo, quando as mulheres chegam nessa idade, eu noto uma leve mistura de preocupação e euforia. “Nada ver isso! Eu mesma não.”, Ótimo! Se você não está, sorria, fique em paz.


A cada ano que se passa, a cada ano de vida a menos, o frio na espinha aumenta. Quando chega nessa faixa de idade, algumas escolhas importantes na vida já foram feitas e agora pensam seriamente o que realmente vão querer dali para frente. Afinal, elas não são mais tão novinha quanto gostariam de ser e nem tão sábias quanto acham que são.


As solteiras estão confusas, afinal durante praticamente​ três décadas escolheram vários parceiros, alguns bons outros nem tanto, e mesmo assim ainda têm dificuldades de escolher qual critério. Muitas vezes observam suas amigas que estão em um relacionamento amoroso – por sinal a maioria estão casadas – e suspiram fundo pensando “será que vou ficar para titia?”. Algumas até se esforçam com um discurso de mulher independente financeiramente, emocionalmente livre e sexualmente emancipada, mas seu desejo materno continua. Opções sempre tem, mas acaba batendo no seu labirinto emocional. Viver com amigos mais jovens não é a mesma coisa. Perguntas do tipo “qual sua a idade?”, “já se casou?” ou “por que não teve filhos?” começam aparecer.

Já as que estão em um relacionamento e se casou jovem fica pensando na vida que tem. Observam a “vida boa” das amigas solteiras, vivas na balada causando uma ponta de inveja que elas próprias​ muitas vezes não assumem ter. Olham para a própria vida e vêem seus filhos, trabalho e casa para cuidar. Os maridos autocentrados no trabalho. O tesão diminuiu drasticamente e já não é mais tão intenso. Não chega a ser um arrependimento, mas suspiram e se questionam​ se é isso mesmo que querem, uma mistura de apatia e esperança.

Entre o desejo e a realidade pairam questões que nem Freud é capaz de explicar. A fase dos 30 é uma fase muito importante, onde já sabem (com relativa segurança) quem são, o que querem e onde querem chegar, um turbilhão de possibilidades, porém tudo nublado, mas elas anseiam que um dia o Sol apareça e guie para um horizonte radiante sem tanta angústia. Enquanto isso elas desfrutam daquela sabedoria sapeca, leves e loucas que poucas mulheres de outras idades conseguem ter.

“Todo homem é safado”


Se para você o significado do termo “safado” for homens que possuem várias parceiras sexuais ao mesmo tempo, mesmo tendo uma fixa como em um casamento, então não acho que todo homem é safado. Afinal eu mesmo conheço vários homens que são fiéis com suas parceiras.

Temos que ter certo cuidado ao generalizar algo. Por exemplo, saber a diferença entre o termo “comum” e “igual”. É comum homens serem safados, mas não são todos. Essa observação de falar que o homem é safado vem da afirmação que muitas mulheres usam em falar que todos os homens são iguais, que por sinal é uma mentira.

Agora biologicamente e culturalmente falando, o sexo sempre foi mais barato para o homem do que para a mulher. Afinal, quem engravida é a mulher, quem é taxada de rótulos é a mulher e por assim vai. Enquanto o homem pode (embora não deva) muito bem transar rapidinho e ir embora. Portanto, as mulheres tendem a serem mais inteligentes e seletivas na escolha dos​ parceiros​. Felizmente (ou infelizmente), com o aumento do poder feminino, com as melhorias dos contraceptivos e a modificação cultural, as coisas estão mudando.

É claro que muita gente sabe que muitos homens são tagarelas querendo passar uma imagem de sem vergonha. Veja bem, preste bem atenção agora, eles fazem isso para passar para você a idéia que ele é muito “macho”, principalmente quando tá entre amigos, muitos homens mentem muito entre amigos. Então essa mentira que ele é o pegador, na verdade não pega nenhuma além da sua esposa (às vezes nem isso também).

Por fim, falar que todo homem é safado não é verdade, talvez até sirva para aqueles homens inseguros que perdem tempo provando para os outros e para si mesmos que são os máximos. Agora, se você ainda acha que todos homens são iguais e safados, talvez deveria pensar melhor, afinal você não namorou todos os homens pra afirmar isso. E se namorou, então acho que o problema não deve tá neles, não acha? Como já disse em textos anteriores, homens de verdade só são encontrados por mulheres de verdade, aquelas que não gastam seu tempo com canalhas.

“Tá solteiro porque quer!”

Muitas pessoas geralmente me perguntam e brincam comigo falando: “por que você ainda tá solteiro?” ou “tá solteiro porque quer!”. Até chego concordar com a segunda, mas tudo porque de uns meses pra cá, cheguei naquela fase em que relacionamentos tornaram-se desgastantes, principalmente na “fase da conquista”.

Hoje em dia as pessoas são (ou estão) muito complicadas, vivem falando “não sei se quero”, “não sei se posso”, “não sei se hoje dá”, “é que tem meu ex na jogada”, “aconteceu isso…” e por aí vai. São tantas frases e desculpas que cansam a tal fase da conquista ou de começo de relacionamento, com isso a dificuldade de se envolver com alguém aumenta.

Seja qual for o tipo de relação, é necessário ter coragem e abertura emocional para as coisas andarem. E a única coisa que essas pessoas enroladas e que não dão a mínima visão de futuro servem é para gastar energia.

Não me entendam mal. Desde sempre gostei de conhecer pessoas. Sempre gostei de ter um coração meio bobo que se encantava fácil, só que de um tempo pra cá, nada. Ou melhor, chegava até nascer aquele interesse curioso, mas logo era destruído pelo desgaste. Entāo isso me fez refletir: por onde andam aquelas pessoas interessantes que costumavam prender a gente? Não me refiro ao amor ou paixão louca, não. Falo de uma história simples, de conversa prazerosa natural e sem cobranças, que faz com que tenhamos a sensação de que conhecemos um ao outro há muito tempo, que não venha com essas desculpa e conversas moles ou aquele negócio robotizado “oi, tudo bem?”, “Mora aonde?”, “Que você tá fazendo?”.

Para as pessoas “bem resolvidas” essa minha opinião pode parecer mimimi ou coisa exclusivamente da minha cabeça, mas não é. Essa opinião já ouvi de várias outras pessoas durante algumas conversas com amigos, e a resposta quase sempre foi a mesma. E isso me fez pensar: Será se realmente tá difícil assim encontrar uma conexão afetiva em uma época que prega desapegos, variedade de opções e falta de tempo?

Bem, em meio de tantas perguntas que deixarei vocês refletirem e, se quiserem, responder, lançarei mais uma pergunta: “estamos assim porque ficamos desinteressantes, ou porque com o passar dos anos nos tornamos mais exigentes, maduros e seletivos?”

Teimosa e impulsiva, essa sou eu.

A teimosia me define. Digo o que penso, falo mais que escuto. Erro mais do que aprendo, faço mais que penso. Lembro do que deveria esquecer, sinto falta de quem não deveria sentir.

Provavelmente algumas coisas fazem parte da minha impulsividade. É que nasci pra vida, sabe? Não sou dessas mulheres que medem passos, que escolhem palavras e muito menos das que fazem dieta por medo de saírem da “boa forma”. Do que adianta viver muito sem ter aproveitado nada por medo? Do que adianta viver uma vida pensando constantemente o que os outros irão achar, ou se vai fazer mal ou não? Isso é vida?

Me entrego de corpo e alma para as pessoas de quem eu gosto e que eu julgo dignas, sim. Sou ciumenta, algumas vezes ansiosa, meus sentimentos​ são à flor da pele. Na cama é uma mistura de fogo, paixão e gemidos. Não me contento com pouco, do mundo sempre quero mais e mais. Limites? Conheço alguns poucos.

Embora isso tudo possa parecer que eu seja durona, mas gosto de alguém que me passe segurança, proteção e amor. Tenho sim meu lado manhosa e chorona​, porém sou capaz de superar qualquer dificuldade para conseguir o que quero.

Dou risada até perder o fôlego, vôo sempre com os pés no chão. Sou teimosa e impulsiva. Se é certo ou errado, eu não sei, mas de outro jeito não quero ser. Essa sou eu.

Correntes passadas

Desprendida.
Tão bagunçada e tão distante.
Perdida no próprio passado.
Tiro no peito, o estrago foi feito.
Imagino o que fizeram antes de mim.
Não percebe o mundo ao redor.
Programada para não correr riscos.
Bloqueia tudo.
Sinal vermelho.
Abraços​ vazios.
Coração anestesiado.
Dança solitária.
Beijos aleatórios.
Noites sem compromissos.
Correntes enferrujadas e empoeiradas, herdadas de um passado agora morto.
Um dia se libertará.
“Um dia”, não agora.
É necessário.
A tempestade é passageira,
E o Sol precisar ressurgir.
Portas velhas não levam a novos lugares.
Espero que fique bem.
Não necessariamente pra mim,
mas pra vida que não para.

Por amor, vale.

“Chegamos, senhora. Foi bom o papo. Não esquece de avaliar”. Era a voz do motorista do uber me avisando que tinha chegado em casa. Eu estava viajando refletindo sobre a pergunta do motorista. Estávamos falando sobre o medo que as pessoas tem de amar novamente.

Sempre gostei de conversar, aprender e compreender o comportamento humano. Lembro que uma das últimas coisas que ele me perguntou foi por que as pessoas têm medo de amar?

Aquela pergunta me deixou ela intrigada. Saí do carro, entrei em casa, fui direto para o meu quarto e deitei na minha cama. Aí, depois de uma avalanche de sensações, estou aqui deitada com o celular na mão, ainda inquieta e pensando na vida, ou melhor, pensando no último amor que tive. Ele me machucou bastante, sabe? Dei várias chances achando que nosso relacionamento iria mudar, quebrei a cara todas as vezes e aquilo tudo tinha me deixado mais fria. Depois de um tempo após acabar e me desapegar dele, conheci um cara bem interessante. O irônico foi que esse cara interessante me disse que tinha medo de se apaixonar por mim. Quando ele falou veio uma mistura de sensações. É bom se sentir desejada, admirada e apaixonável novamente, e claro que eu fiquei feliz, principalmente depois da última decepção. Entretanto eu fiquei igualmente surpresa com a declaração.

Refleti com certo entristecimento que carregamos tantas mágoas, rancores e traumas que não conseguimos acreditar e nos doar inteiramente ao outro. Logo, como uma forma de defesa, ficamos mais frias por medo de amar. “Por que amar se vai sofrer depois?” nos perguntamos. A resposta talvez seja porque amor é meio uma mistura dor e prazer, guerra e paz, sanidade e loucura, meio romantismo, sabe? Portanto, caso um dia o amor acabe e você se separe, caso você chore em uma noite fria sozinha sentindo saudade do ex que te deixou. Tudo bem, valerá a pena, porque isso irá te torna mais forte e mais viva, afinal isso faz parte da vida. Perceba que não falei que não devemos sentir medo, mas que, por amor, o esforço para enfrentar valerá.

Por fim, abra a janela do coração, deixa o Sol entrar. Vai atrás dele mesmo. Pare com esses joguinhos amorosos de ignorar, esconder sentimentos, demorar pra responder. Diz que gosta, marca um cinema, uma cerveja, uma praia. Pratica o apego mesmo, deixa pra ser fria quando morrer. Mas claro, só não se diminua para caber em alguém, onde não há calor ou interesse. Apenas preste bem atenção, porque o seu amor pode tá batendo na sua porta e você, besta, não ouve.

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